terça-feira, outubro 24, 2006

Esperar

Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa.
E se ela não vem ter connosco, nós esperamos.
O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar.
A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar.
O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível.
É mais fácil esperar do que desistir.
É mais fácil desejar do que esquecer.
È mais fácil sonhar do que perder.
E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.

Margarida Rebelo Pinto
in "Diário da Tua Ausência"

10 comentários:

Flôr disse...

É com um beijo,e reforçando o que esta Senhora escreve,e quantas são as vezes que ela me lê o pensamento e fala por mim! E me dá alento porque pensa como eu.
E porque vive assim,vive mais,melhor e Feliz.
Ainda hoje no meio de alguma tristeza matinal,lembrei-me das primeiras páginas do "Princepezinho".Que difença os olhos a leres ,a veres,a magoarem-se a complicar.
Margarida,é toda ela "solta"leve,e porquê,porque quem perde ,sofre o vai deixando ou amarrando assim o seu melhor,aprende a nunca perder ,apenas a satisfazer-se e melhorar-seSEjamos "Grandes",Autênticos e felizes.A ti, um beijo.

papoila disse...

"É mais fácil esperar do que desistir.
É mais fácil desejar do que esquecer.
È mais fácil sonhar do que perder.
E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

Lê bem e relê estas palavras, Srª Drª Flor!!!

Andarilhus disse...

...Os expressos são velozes e rápidos, mas os comboios regionais que passam pela nossa estação de comboios, apesar de pachorrentos e lentos, dão-nos maior sabor à vida e tempo para a saborear... é melhor embarcar nestes sonhos prolongados...
"(^o^)"

flôr disse...

Andarilhus,até tu...???
Daria um ALfa não?
Sra.D.Papoila,boas letras para todos.

papoila disse...

gostei do "expressos velozes"
já embarquei em tantos e todos me levaram a um destino diferente daquele que imaginava alcançar..

por isso venham os regionais a carvão!!!!

PP disse...

"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa" concordo... o problema é quando essa pessoa não tem tempo para nós ou pior, quando não quer ser amada...

Aí, esperar até ao desepero acaba por se tornar uma obsessão... onde está a fronteira entre o amor e a obsessão? Quando desistir?...

A estação está vazia... os vidros partidos... apenas o silvo do vento e o ranger das portas que batem sem fecho... o comboio já não passa aqui... vou mudar de linha...

Desculpem o desabafo... mas esperar é, muitas vezes, apenas o nosso medo de mudar...

PP disse...

Os sonhos são o carvão para a nossa locomotiva... sonhar, mantem-nos em movimento, dá-nos a força para novos caminhos...
Mas quando a dura realidade, finalmente, nos invade, temos de parar...
E se o grandes sonhos se tornam utopias apenas e só porque o são,
saborear as pequenas conquistas do dia a dia, pequenos sonhos que se concretizam,
pode ser um caminho...

Brain disse...

Bem vindo(a) "PP" a este espaço.

Como já viste, por aqui se discute um pouco de tudo, com previlégio para o pensar e o sentir.

Fica por cá, espero que gostes, te sintas bem e participes, sempre que sentires vontade disso.

Cps.

Andarilhus disse...

Bom dia...
Flor, o meu comentário não se dirigia especificamente a ti. Pelo contrário, generalizava dentro da minha própria experiência.
PP, quando a estação está "esventrada" e abandonada (como descreves), sou da opinião que devemos analisar se vale a pena recuperá-la ou construir uma nova, noutro lugar. É difícil deixar os "espaços" que habitamos, mas por vezes não há concerto ou remédio que nos faça ficar. Arriscamos a viver numa cidade fantasma, com medos de outro tipo, mas tão intensos como o medo da mudança. Todavia, temos sempre esperança e resistência no pensar que se voltará a achar os filões de “ouro” nas imediações e que a estação, a linha, a cidade, voltarão a encher-se de vida e o comboio regressará à regularidade e pontualidade. Um dilema, deveras. Mais cedo ou mais tarde, a decisão impõe-se…
"(º0º)"

PP disse...

Brain, obrigado pelas simpáticas boas-vindas

Andarilhus, é bom saber que alguém nos entende na perfeição

Abraços!