Para a minha querida esposa, que tem suportado as minhas ausências prolongadas nos últimos tempos
Mesmo que eu esteja longe,
O meu pensamento está contigo.
Mesmo que eu não to diga,
O meu amor por ti amadurece a cada dia.
Mesmo que eu não te abrace,
Os meus braços estão em teu redor.
Mesmo que as minhas mãos não toquem as tuas,
Os meus dedos estão entrelaçados nos teus.
Mesmo que eu não te beije,
Os meus lábios sentem os teus.
Porque este Amor,
Não há distância que o vença,
Não há palavras que o transmitam na plenitude,
Não há braços que o abarquem,
Não há mãos que o agarrem,
Não há lábios que o passem.
Porque este Amor,
É superior à separação,
É intransponível para palavras,
É maior que os meus braços,
É muito mais que o toque,
É mais quente que os beijos.
Num "mundo de loucos", em que as relações interpessoais muitas vezes nos "passam ao lado", vamos, com base nas nossas vivências e alguma imaginação à mistura, fazer deste cantinho um centro de reflexão e de diversão.
quinta-feira, maio 11, 2006
quarta-feira, maio 10, 2006
Amizade
Em resposta a um "desafio" aqui fica o meu "Amizade"
Uma mão que se estende,
Um “estou aqui” proferido em surdina.
Ouvidos que Ouvem,
Palavras que partilham,
Disponibilidade constante,
Cumplicidade permanente.
Momentos bons com risos em eco,
Momentos difíceis com choro conjunto.
Longe ou perto,
Tudo é assim: certo.
O apoio, uma segurança,
O gostar de estar, uma constante,
E o calor do afago,
Uma certeza.
Apoiar sem questionar,
Gostar sem porquês,
Afagar pelo afago,
Gostar pelo gosto,
Estar presente,
Porque muitos,
São os momentos de ausência.
Os amigos querem-se,
Os amigos cuidam-se,
Os amigos mimam-se,
Os amigos, simplesmente,
São-no.
Uma mão que se estende,
Um “estou aqui” proferido em surdina.
Ouvidos que Ouvem,
Palavras que partilham,
Disponibilidade constante,
Cumplicidade permanente.
Momentos bons com risos em eco,
Momentos difíceis com choro conjunto.
Longe ou perto,
Tudo é assim: certo.
O apoio, uma segurança,
O gostar de estar, uma constante,
E o calor do afago,
Uma certeza.
Apoiar sem questionar,
Gostar sem porquês,
Afagar pelo afago,
Gostar pelo gosto,
Estar presente,
Porque muitos,
São os momentos de ausência.
Os amigos querem-se,
Os amigos cuidam-se,
Os amigos mimam-se,
Os amigos, simplesmente,
São-no.
quarta-feira, maio 03, 2006
Ao meu Amor
No barulho do silêncio,
No calor das noites frias,
Na imensidão dos pormenores,
Eu encontro-te!
E com o olhar nós falamos,
Com o toque nós sentimos,
Com o beijo dizemos,
Em silêncio,
O nosso Amor!
E o amor fluí,
Assim,
Entre nós.
O carinho torna-se a palavra,
O respirar o conversar,
O abraçar o gritar ao vento,
O caminhar, lado a lado,
A nossa forma de vida!
Sinto-te em mim,
Porque sei que me tens em ti!
Vivo-te assim,
Porque sei que me vives a mim!
E assim, os dois somos um,
E a vida,
O local onde exploramos,
Este nosso sentimento,
Tão lindo,
Tão belo,
Tão bom!
E é assim,
Desta a forma,
Que eu consigo,
Dizer “Amo-te”,
Ao meu Amor.
No calor das noites frias,
Na imensidão dos pormenores,
Eu encontro-te!
E com o olhar nós falamos,
Com o toque nós sentimos,
Com o beijo dizemos,
Em silêncio,
O nosso Amor!
E o amor fluí,
Assim,
Entre nós.
O carinho torna-se a palavra,
O respirar o conversar,
O abraçar o gritar ao vento,
O caminhar, lado a lado,
A nossa forma de vida!
Sinto-te em mim,
Porque sei que me tens em ti!
Vivo-te assim,
Porque sei que me vives a mim!
E assim, os dois somos um,
E a vida,
O local onde exploramos,
Este nosso sentimento,
Tão lindo,
Tão belo,
Tão bom!
E é assim,
Desta a forma,
Que eu consigo,
Dizer “Amo-te”,
Ao meu Amor.
terça-feira, maio 02, 2006
Curtas (2) - O Farol
O calor suave de um raio de sol inundando-me a pele, forçou-me hoje o despertar.
Intrigado e surpreso, pois o vendaval da noite anterior em nada fazia prever um amanhecer assim, levantei-me e fui até à janela abrindo as cortinas de par em par.
Foi quando vislumbrei, um céu lindo, limpo, de um azul vivo, que no horizonte se confundia com a linha do mar.
Abrindo a janela, Inspirei fundo e pude sentir o delicioso cheiro da maresia que invadia o ar com o seu odor característico, forte e simultaneamente fresco.
Apurando o ouvido, pude ouvir as ondas a afagarem a praia e as gaivotas ao longe, numa sinfonia única, uníssona entoando uma perfeita melodia sem pauta.
E então senti…
Senti a paz do momento, perfeito, único.
Por momentos, esqueci quem sou, pois isso perde toda a importância mediante um cenário como este.
Por momentos, senti-me parte do que via, senti o meu odor misturado com o da maresia, a minha voz a entoar o mesmo cântico das gaivotas e senti-me elevar.
Elevei-me para junto delas e de lá, pude observar num plano superior, abrangente, tudo o que me rodeava, inclusive a mim próprio.
E foi então que vi!
E foi então que me vi!
E vi-me ali, na janela daquele farol, isolado no meio do azul e não me reconheci.
Estava com um aspecto cansado, maltratado pelo tempo, e a minha pele… tinha pelo menos mais 10 anos do que me lembrava.
O que terá acontecido? O que se terá passado comigo para estar naquele estado?
Será que de facto, de facto eu não o sabia?
Penso que sim. Sabia-o e bem!
Só não me havia ainda apercebido que as marcas tinham sido tão profundas, tão… marcantes!
E foi então que me veio aquele sentimento, aquela nostalgia, aquela… saudade.
Tu partiras não havia muito tempo, com aquele teu ímpeto que te é tão característico.
Desde então, fiquei perdido à procura de me encontrar como me tinhas encontrado anos antes. Tolo. Já devia saber que isso era impossível.
Como não o consegui, nem tão pouco habituar-me à ideia de já não te ter por perto, continuei a procurar-te a ti.
Á noite, no lugar da cama que ficou vazio.
De dia, no teu lugar à mesa, que eu, num gesto mecânico, continuava a colocar e para o qual ficava por vezes, durante longos minutos a olhar, até que sentia aquele frio húmido de uma lágrima, e então…
Até hoje, não sei o que se passou connosco para que tenhamos chegado aqui. O que se passou, ou o que deixamos que não se passasse para ser possível… isto!
Mas a verdade é esta, e eu, por muita vontade que tenha, não tenho capacidade para a mudar.
Continuo aqui à tua espera.
Não saio com medo que possas voltar e não me encontrar.
Não saio com medo que eu possa voltar a não me encontrar.
Foi quando vislumbrei, um céu lindo, limpo, de um azul vivo, que no horizonte se confundia com a linha do mar.
Abrindo a janela, Inspirei fundo e pude sentir o delicioso cheiro da maresia que invadia o ar com o seu odor característico, forte e simultaneamente fresco.
Apurando o ouvido, pude ouvir as ondas a afagarem a praia e as gaivotas ao longe, numa sinfonia única, uníssona entoando uma perfeita melodia sem pauta.
E então senti…
Senti a paz do momento, perfeito, único.
Por momentos, esqueci quem sou, pois isso perde toda a importância mediante um cenário como este.
Por momentos, senti-me parte do que via, senti o meu odor misturado com o da maresia, a minha voz a entoar o mesmo cântico das gaivotas e senti-me elevar.
Elevei-me para junto delas e de lá, pude observar num plano superior, abrangente, tudo o que me rodeava, inclusive a mim próprio.
E foi então que vi!
E foi então que me vi!
E vi-me ali, na janela daquele farol, isolado no meio do azul e não me reconheci.
Estava com um aspecto cansado, maltratado pelo tempo, e a minha pele… tinha pelo menos mais 10 anos do que me lembrava.
O que terá acontecido? O que se terá passado comigo para estar naquele estado?
Será que de facto, de facto eu não o sabia?
Penso que sim. Sabia-o e bem!
Só não me havia ainda apercebido que as marcas tinham sido tão profundas, tão… marcantes!
E foi então que me veio aquele sentimento, aquela nostalgia, aquela… saudade.
Tu partiras não havia muito tempo, com aquele teu ímpeto que te é tão característico.
Desde então, fiquei perdido à procura de me encontrar como me tinhas encontrado anos antes. Tolo. Já devia saber que isso era impossível.
Como não o consegui, nem tão pouco habituar-me à ideia de já não te ter por perto, continuei a procurar-te a ti.
Á noite, no lugar da cama que ficou vazio.
De dia, no teu lugar à mesa, que eu, num gesto mecânico, continuava a colocar e para o qual ficava por vezes, durante longos minutos a olhar, até que sentia aquele frio húmido de uma lágrima, e então…
Até hoje, não sei o que se passou connosco para que tenhamos chegado aqui. O que se passou, ou o que deixamos que não se passasse para ser possível… isto!
Mas a verdade é esta, e eu, por muita vontade que tenha, não tenho capacidade para a mudar.
Continuo aqui à tua espera.
Não saio com medo que possas voltar e não me encontrar.
Não saio com medo que eu possa voltar a não me encontrar.
quinta-feira, abril 27, 2006
Sonhei...
Um dia sonhei…
Sonhei que a amizade era mais forte que tudo,
E que com o dar, teria o mesmo receber.
Sonhei que no amor, a plenitude era o necessário,
E que o silêncio, por vezes, seria mais que as palavras.
Sonhei que a felicidade dependia apenas de cada um,
E que cada um de nós poderia fazer a diferença.
Sonhei que o mundo era feito de relações,
E que estas, eram mais importantes que tudo o resto.
Sonhei que o gostar e o amar,
Eram mais fortes que o exigir e o desconfiar.
Sonhei que fazer a felicidade dos outros,
Era construir a nossa própria felicidade.
Sonhei que o dar o máximo de nós,
Seria o “suficiente” para quem recebe.
Sonhei tantas coisas,
Nas quais por tanto acreditar,
Fundeei a minha forma de estar e de ser,
Para com os outros,
Para comigo mesmo.
Sonhei,
E um dia… Acordei!
E desde então,
Não mais parei de sonhar e acordar,
Num acto contínuo e quase automático,
O que,
Na sua essência,
Até me satisfaz,
Porque pelo menos,
Pelo menos,
Não perdi
A capacidade de sonhar!
Sonhei que a amizade era mais forte que tudo,
E que com o dar, teria o mesmo receber.
Sonhei que no amor, a plenitude era o necessário,
E que o silêncio, por vezes, seria mais que as palavras.
Sonhei que a felicidade dependia apenas de cada um,
E que cada um de nós poderia fazer a diferença.
Sonhei que o mundo era feito de relações,
E que estas, eram mais importantes que tudo o resto.
Sonhei que o gostar e o amar,
Eram mais fortes que o exigir e o desconfiar.
Sonhei que fazer a felicidade dos outros,
Era construir a nossa própria felicidade.
Sonhei que o dar o máximo de nós,
Seria o “suficiente” para quem recebe.
Sonhei tantas coisas,
Nas quais por tanto acreditar,
Fundeei a minha forma de estar e de ser,
Para com os outros,
Para comigo mesmo.
Sonhei,
E um dia… Acordei!
E desde então,
Não mais parei de sonhar e acordar,
Num acto contínuo e quase automático,
O que,
Na sua essência,
Até me satisfaz,
Porque pelo menos,
Pelo menos,
Não perdi
A capacidade de sonhar!
quarta-feira, abril 26, 2006
Medos e Vontades
Quando somos pequenos,
Os medos comandam muitos dos nossos actos e pensamentos.
À medida que crescemos,
Aprendemos a superar esses medos,
Muitas vezes refugiando-nos.
Uns si próprios,
Outros em terceiros.
Vivendo uma vida adulta,
Torna-se necessário tomar decisões,
Fazer opções,
Algumas delas com uma grande base de dúvida,
Alturas em que,
Voltam a ter influência,
E lutam pela primazia,
As nossas vontades
E os nossos medos.
Por vezes,
Os medos são superiores às vontades,
Outras porém,
As vontades fazem-nos “ignorar” os medos.
Para alguns de nós,
Este é um acto constante.
Para alguns de nós,
Os medos são sempre superiores.
Para alguns de nós,
As vontades superam-nos sempre.
Depois há os que ousam!
Os que ousam avançar
Mesmo tendo o medo como factor dominante.
E eu penso que isto,
É o que realmente importa.
Que sendo os medos superiores às vontades,
Ousemos avançar,
Ousemos fazer frente à escuridão do medo,
Ousemos fazer luz do mais negro dos receios,
Ousemos não deixar,
Que o medo,
Predomine nas nossas decisões,
Domine as nossas vontades.
Ousemos caminhar na luz,
Mesmo que existam pontos menos iluminados,
Porque só assim,
Só desta forma,
Conseguiremos ser livres!
Porque só assim,
Só desta forma,
Conseguiremos ser felizes!
E tu? Em ti o que (pre)domina?
Os medos ou as vontades?
Os medos comandam muitos dos nossos actos e pensamentos.
À medida que crescemos,
Aprendemos a superar esses medos,
Muitas vezes refugiando-nos.
Uns si próprios,
Outros em terceiros.
Vivendo uma vida adulta,
Torna-se necessário tomar decisões,
Fazer opções,
Algumas delas com uma grande base de dúvida,
Alturas em que,
Voltam a ter influência,
E lutam pela primazia,
As nossas vontades
E os nossos medos.
Por vezes,
Os medos são superiores às vontades,
Outras porém,
As vontades fazem-nos “ignorar” os medos.
Para alguns de nós,
Este é um acto constante.
Para alguns de nós,
Os medos são sempre superiores.
Para alguns de nós,
As vontades superam-nos sempre.
Depois há os que ousam!
Os que ousam avançar
Mesmo tendo o medo como factor dominante.
E eu penso que isto,
É o que realmente importa.
Que sendo os medos superiores às vontades,
Ousemos avançar,
Ousemos fazer frente à escuridão do medo,
Ousemos fazer luz do mais negro dos receios,
Ousemos não deixar,
Que o medo,
Predomine nas nossas decisões,
Domine as nossas vontades.
Ousemos caminhar na luz,
Mesmo que existam pontos menos iluminados,
Porque só assim,
Só desta forma,
Conseguiremos ser livres!
Porque só assim,
Só desta forma,
Conseguiremos ser felizes!
E tu? Em ti o que (pre)domina?
Os medos ou as vontades?
sexta-feira, abril 21, 2006
Love is...
Algo que trouxe de uma viagem aos EUA no ano 2000.
"Love is life´s most precious gift.
It sometimes comes as a complete surprise
Filling the heart with overwhelming joy and happiness
Love is selfless and giving
All inspiring with its’ passion
And generous with its’ spirit.
Love has no limits.
Its’ all forgiving and all demanding.
Love is magical and eternal."
E também algo português:
O Amor
Vida, é o amor existencial
Razão, é o amor que pondera
Estudo, é o amor que analisa
Ciência, é o amor que investiga
Filosofia, é o amor que pensa
Religião, é o amor que busca Deus
Verdade, é o amor que se eterniza
Ideal, é o amor que se eleva
Fé, é o amor que se transcende
Esperança, é o amor que sonha
Caridade, é o amor que auxilia
Fraternidade, é o amor que se expande
Sacrifício, é o amor que se esforça
Renúncia, é o amor que se depura
Simpatia, é o amor que sorri
Trabalho, é o amor que constrói
Indiferença, é o amor que se esconde
Desespero, é o amor que se desgoverna
Paixão, é o amor que se desequilibra
Ciúme, é o amor que se desvaira
Orgulho, é o amor que enlouquece
Finalmente, o Ódio, que julgas ser a antítese do Amor,
Não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente
Por: Francisco Cândido Xavier
"Love is life´s most precious gift.
It sometimes comes as a complete surprise
Filling the heart with overwhelming joy and happiness
Love is selfless and giving
All inspiring with its’ passion
And generous with its’ spirit.
Love has no limits.
Its’ all forgiving and all demanding.
Love is magical and eternal."
E também algo português:
O Amor
Vida, é o amor existencial
Razão, é o amor que pondera
Estudo, é o amor que analisa
Ciência, é o amor que investiga
Filosofia, é o amor que pensa
Religião, é o amor que busca Deus
Verdade, é o amor que se eterniza
Ideal, é o amor que se eleva
Fé, é o amor que se transcende
Esperança, é o amor que sonha
Caridade, é o amor que auxilia
Fraternidade, é o amor que se expande
Sacrifício, é o amor que se esforça
Renúncia, é o amor que se depura
Simpatia, é o amor que sorri
Trabalho, é o amor que constrói
Indiferença, é o amor que se esconde
Desespero, é o amor que se desgoverna
Paixão, é o amor que se desequilibra
Ciúme, é o amor que se desvaira
Orgulho, é o amor que enlouquece
Finalmente, o Ódio, que julgas ser a antítese do Amor,
Não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente
Por: Francisco Cândido Xavier
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